Arte de segunda (09/04)

Se vivêssemos numa distopia totalitária na qual os artistas formassem a cúpula do partido governista, a arte de rua provavelmente teria uma função bem definida: garantir que cada muro cinza em cada cidade tivesse uma explosão inesperada de cor. Nessa ditadura inusitada, o parisiense Christian Guemy, conhecido no meio como C215, seria indicado como um modelo a ser seguido. Seus retratos hipercoloridos homenageiam rostos anônimos da cidade e não parecem ser menos que exortações contra o monocromatismo, como se este fosse um verdadeiro crime a ser evitado e punido com máxima urgência. Depois de admirar o trabalho deste artista por alguns momentos, resta-nos respirar aliviados e lembrar que a arte de rua nada mais é do que uma celebração (ainda que efêmera) da nossa sempre precária liberdade.

Mais do trabalho de C215 pode ser visto aqui. As fotos acima foram retiradas da coleção do Street Art Utopia.

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About Bruna Pretzel

Arruma malas após a meia-noite e acredita em direito, política e linguagem para além dos contos de fadas.

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