A crítica da crítica da crítica da orkutização

São Paulo, 1995. Imagine uma criança de menos de dez anos, classe média-alta, que fuçava o primeiro PC dos pais nas horas vagas – que eram muitas. Imagine agora que você tem uma máquina do tempo e que seu Deus (seja ele Jeová ou Steve Jobs) lhe impôs a missão de explicar a essa criança em poucos minutos para que serve o Twitter.

A primeira resposta infantil que consigo imaginar, para essa hipotética explicação, é: “Então as pessoas usam o Twitter para reclamar de tudo?”

Sim, no fim das contas uma importante função do Twitter é reclamar das coisas, o que não significa necessariamente que seja uma ferramenta inútil: você pode reclamar do fato de que é segunda-feira, mas também pode reclamar do desvio de verbas públicas e organizar protestos potencialmente revolucionários (supondo que a liberdade de expressão seja respeitada no seu país e que seus amigos tuiteiros entendam o conceito de ativismo fora da internet).

Ultimamente tem aparecido com frequência um assunto com aparência de inutilidade, mas que esconde mais relevância do que normalmente se enxerga. Começou com alguns hipsters – os que acham que ser interessante é ser diferente de todo mundo, menos de quem é hipster igual a eles – que reclamaram e reclamam da popularização das redes sociais. Primeiro foi o Orkut, agora é o Instagram, e o conteúdo da reclamação é no fundo sempre o mesmo: “Que saco, vou ter que conviver online com gente pobre; não faço isso nem na vida real, por que tenho que aturar na internet?”

O “brega irônico”: um novo jeito indie de fingir que você só é brega porque está na moda.

Às vezes as reclamações ganham tons mais “políticos”, principalmente de quem se diz progressista mas tem vergonha de admitir que não gosta do que é popular: “Qual é o sentido de existir liberdade de expressão na internet se todo mundo é chato, conservador, diz coisas que eu não quero ler e não curte meus protestos dadaístas no Facebook? Ai, que gente sem cultura! No meu mundo ideal todo mundo leria Walter Benjamin no jardim de infância. Vou lá comprar um café gourmet do Starbucks pra ver se me animo.”

Então veio a onda de contraprotestos. Alexandre Matias chamou essa atitude de “reacionarismo barato”, algo que eu traduziria para a criança dos anos 90 como nariz empinado. Antes, Leonardo Sakamoto reclamou de seu amigo que achava que o povo brasileiro tinha que parar de ouvir tecnobrega e começar a ouvir só Chico Buarque – queridíssimo hors concours de todos os hipsters brasileiros, artista respeitável, mas, convenhamos, um ótimo exemplo de pasteurização (se esse adjetivo lhe parece eurocêntrico, bingo, você entendeu) do samba carioca pra inglês e brasileiro rico ouvir. Disse Sakamoto em seu protesto contra a “civilização pela cultura”:

Defender, propagar, incentivar as manifestações tradicionais é fundamental porque elas fazem parte de nossa identidade e ajudam a definir o brasil como Brasil. Mas sem desconsiderar as outras manifestações que ganharam visibilidade, também têm o seu valor e são queridas por muita gente.

Parece ser uma posição sensata, não? Na disputa Sakamoto e Matias versus A Irmandade do Nariz Altivo, os primeiros andam vencendo. Mas, já que estamos na Casa dos Comuns, o blog que não se contenta com vitórias fáceis, vou brincar de Marx e Engels antes do Manifesto Comunista (notem meu esforço para ser hipster) e reclamar das reclamações das reclamações.

É verdade que muita gente que critica a orkutização sofre de uma crise de identidade estética. Por um lado, tenta dizer para o mundo que não se importa com o que é popular: o bom e belo é o alternativo. Por outro lado, ao dar toda essa atenção à arte que consideram inferior (Michel Teló deve pensar todo dia: “falem mal, mas falem de mim”), só validam a impressão de que popularidade é uma medida possível para o valor estético. Do contrário, não precisariam se esforçar tanto para convencer as massas de que elas estão erradas!

Tudo bem, é feio e démodé ser hipster. Mas e a estética, morreu? Ninguém mais pode dizer que um Picasso é mais (ou menos!) belo que os zilhões de desenhos que as pessoas andam fazendo em seus smartphones? Você pode tentar fingir que não acha a Velha Guarda da Portela esteticamente superior a “Sou Foda”. Eu direi que você é hipócrita até que você me dê argumentos que não sejam “o belo é relativo”. (Exercício rápido: e quando o imitador da Bethânia canta “Sou Foda”? Isso muda alguma coisa?)

Vou escrever isto e correr o risco de que comecem a criticar meu texto antes de terminá-lo: o relativismo estético é uma falácia. O belo não decorre logicamente do que uma ou outra pessoa acha, ou mesmo do que uma multidão adora ou odeia. Existem critérios estéticos objetivos; ou, pelo menos, é possível atingir essa objetividade através de discussão. Porém, todavia, no entanto, dizer isso é diferente de dizer: I) que é certo gostar do que é belo e errado gostar do que não é belo; II) que os critérios estéticos dominantes numa certa comunidade estão certos.

O ponto I é uma presunção errada de quem critica a orkutização. Pressupõe-se que, se alguém gosta de algo, isso implica necessariamente que esse alguém valoriza esse algo como belo, e não por qualquer outro critério (como “eu gosto de ouvir funk proibidão porque ajuda a animar e relaxar a tensão”). Presume-se também que, se algo não é belo, as pessoas estão obrigadas a não gostar daquilo, sob pena de terem seus cérebros derretidos ou de serem ostracizados. Isso é bastante perceptível no tratamento da moda pela mídia: os critérios do que é belo são confundidos com o que você pode ou não usar. Separando essas duas esferas de avaliação, é possível abordar a moda criticamente sem cair na falácia do relativismo. Por exemplo, se eu quero usar uma calça que deixa meu traseiro saliente e se isso é considerado feio, eu não deveria ser socialmente discriminada por causa de um mero juízo estético. Isso não significa, por outro lado, que todas as roupas do mundo fiquem igualmente bonitas no meu corpo.

Não sou obrigada a imitar a Sarah Jessica Parker se ela usa um vestido feio.

Eu chamaria o ponto II de preguiça estética. Tem bastante a ver com o que o Wagner Artur escreveu ontem a respeito da normalização das diferenças raciais. O preguiçoso estético presume que, já que o relativismo é uma falácia, os critérios estéticos mais aceitos pela sociedade estão automaticamente certos. Portanto, não importa se a sociedade é racista, se a indústria da moda economiza tecido e ganha mais fazendo roupas para cabides e não para mulheres de verdade, ou se o funk é considerado música inferior porque é som de preto e de favelado. A falta de reflexão sobre quem e o que determina o belo acaba matando a estética e transformando-a em uma moral capenga – você deve ser mais branco, a fulana tem que ser mais magra. Porque “sempre e em todo lugar foi assim”, porque é “da natureza das coisas”.

O problema é que a crítica a esse tipo de posicionamento também é preguiçosa: diz-se que a beleza é relativa porque existem muitos critérios possíveis. Bem, existem muitos critérios possíveis para medir riqueza, mas dizer que o Brasil é rico porque tem muitas pessoas não ajuda a aumentar nosso PIB. Critérios servem a determinados propósitos: os estéticos deveriam servir apenas a um exercício intelectual honesto de apreciação da cultura humana, não à marginalização de indivíduos na sociedade.

Em outras palavras, não é necessário – é errado! – dizer que “o belo é relativo” para criticar padrões de beleza dominantes. Se você critica, presume-se que você quer apresentar outro critério do que é belo; talvez um critério mais inclusivo. E não há nada de errado em assumir que o seu critério é melhor do que aqueles mais aceitos pela sociedade. É apenas uma questão de honestidade intelectual; ou, como eu explicaria para a criança do passado, de evitar o nariz empinado e a preguiça.

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About Bruna Pretzel

Arruma malas após a meia-noite e acredita em direito, política e linguagem para além dos contos de fadas.

14 responses to “A crítica da crítica da crítica da orkutização”

  1. andre (@ars_nihili) says :

    Fiquei curioso com tua afirmação de que o relativismo estético é uma falácia, ou melhor, de que existem critérios objetivos para se definir o que é belo. Deixo como sugestão para um próximo texto 🙂

    • Bruna Pretzel says :

      Obrigada pela curiosidade, André. 🙂 Mas nem com uma dezena de outros textos eu conseguiria responder à sua pergunta satisfatoriamente. A questão é que, como eu disse no texto, critérios servem a determinados propósitos. Então a pergunta que devemos fazer antes de tudo é: a que propósitos queremos servir? Isso é o que varia. Mas isso não quer dizer que objetividade é algo inatingível. Existem diferentes escalas de avaliação e dentro de cada uma delas há o mais belo e o menos belo, assim como o mais justo e o menos justo. É isso o que eu consigo responder agora. Eu me inspirei bastante no Ronald Dworkin para escrever o texto, principalmente na comparação que ele faz entre direito e literatura. Não sei se você já teve contato com as obras dele, mas fica a recomendação.

      • andre (@ars_nihili) says :

        Imaginei que este é um assunto bastante extenso e que não seria tratável em apenas um post. Minha sugestão era mais que escrevesses um texto introdutório sobre ele.

        Obrigado pela recomendação, vou procurar mais sobre ele.

  2. Wagner Artur Cabral says :

    Esse critério de funcionalidade dos critérios torna ainda mais meta a discussão crítica sobre a crítica da crítica.

    Mas você diz: «O belo não decorre logicamente do que uma ou outra pessoa acha, ou mesmo do que uma multidão adora ou odeia. Existem critérios estéticos objetivos»

    O que define o belo, o faz satisfazendo uma função, um emprego? Qual a finalidade que você escolheu para usar como pedra de toque na definição de o que é (boa) estética?

    • Bruna Pretzel says :

      Não tenho certeza se entendi a pergunta, mas vamos lá: o que define o belo é a função. “Função” aí não quer dizer utilidade imediata; é um significado bem amplo de função. Vamos presumir primeiramente que o belo pode ser tanto “o que agrada os olhos da Bruna” quanto “o que faz uma mulher parecer mais magra”. Dentro desses dois critérios, há escalas de avaliação: eu acho que o Rio de Janeiro é uma cidade mais bonita que São Paulo, e a revista Vogue acha que uma mulher anoréxica é mais bonita que eu. Portanto, dizer que existem diferentes critérios para a beleza não significa necessariamente que “o belo é relativo”. É relativo num sentido de que depende do critério que você adota, mas dizer “o belo é relativo” não é uma resposta apta a contrariar argumento algum – não sei se isso ficou claro. Se a Vogue me diz que eu sou feia, eu não posso responder “o belo é relativo” pra argumentar contra isso. Eu vou dizer: o seu critério de beleza está errado e deveria ser substituído por um que abarque mulheres saudáveis e providas de gordura. Ficou mais claro?

      • dscsd says :

        Sem querer ofender, mas acho que você viajou na definição de “relativo”, beleza é algo 100% subjetivo, 100% baseado na cultura e influencia social e cultural(é belo o que outros acham que é belo) e talvez apenas um pouco na visão “instintiva” e “não-influenciada” do homem(todos os primatas adoram coisas que brilham), mas a ideia de beleza, do que é bonito, tanto humana quanto artística mudou e muda com o tempo e com a geografia(brasileiros preferem bunda grande, americanos peitos grandes), isso é a prova de que ela é relativa, isso demonstra que ela não é absoluta, nem fixa, nem baseada em princípios “exteriores” a mente e a cultura dos humanos, ela não é objetiva como medir a massa ou volume de algo, ela não passa de GOSTO.
        E como tal é totalmente relativa, “depende do referencial”, depende de quem olha e de que critérios pessoais usa.

        E pra mim sou foda é bem melhor musica que pagode velho em que gente com voz ruim faz coro pra não perder o tom, sou foda é mais melódico, mais rápido, mais alegre, e por que não, mais belo e melhor.

        E até que você prove de alguma forma que o seu gosto é melhor que o meu, que faça alguma medição objetiva(como se faz de massa ou de algo objetivo como a quantidade de brilho solar) mostrando que existe mais de “belo” em uma musica do que em outra, mostrando que existe algo “além” no belo que opinião, gosto e imposição cultural, beleza não passa de algo 100% relativo e subjetivo.
        E a falacia está forte apenas em você, padawan.

  3. JULIANA says :

    Bom dia,
    Desculpe-me, mas acho que é pela produçao de textos iguais a esse, que mais parecem destinados a meia dúzia de intelectuais, que brasileiro odeia ler, odeia Filosofia, Sociologia e Ciência Politica nas Universidades.
    Por que será que ninguém (nem certos blogueiros) se esforça em passar uma mensagem mastigada, de fácil compreensao e acessìvel à maioria?

    Os professores, por exemplo, sao os primeiros a agirem como se quisessem
    ” monopolizar o conhecimento “, e a utilizaçao de um linguajar acadêmico, demasiadamente carregado e fotocopiado dos livros didáticos é so mais uma prova do que estou dizendo.
    O aluno que lê um texto e nao entende o que o autor quis dizer; merece obter uma explicaçao: Mas nao aquela de um professor que fala tal qual um livro, e que REPRODUZ COMO PAPAGAIO o que lá estava escrito.
    Porque se é pra ser assim, essa figura outrora chamada de “Mestre” se torna desnecessária.

    • Bruna Pretzel says :

      Prezada Juliana,

      Críticas ao blog são sempre bem-vindas, desde que fundamentadas. Denúncia de plágio é algo sério. Você poderia indicar de qual livro o texto deste blog foi fotocopiado, por gentileza?

  4. Bruna Pretzel says :

    Prezado dscsd,

    C.Q.D. Você acabou de dar um argumento do porquê de achar que “Sou Foda” é melhor que pagode velho. Isso já prova que, de acordo com determinados critérios, você acha que existe uma escala de avaliação em música. Além de reforçar o meu argumento com esse exemplo, você não contrariou nada do que eu disse, porque eu não neguei que beleza tem um pano de fundo cultural. Só que é diferente dizer que beleza é “subjetivo” (sim, cada pessoa tem um critério diferente) e dizer que não pode existir NENHUMA escala de avaliação estética. Porque as pessoas avaliam as obras de arte o tempo todo, de acordo com determinados critérios. Isso já foge do “100% relativo”. Se fosse 100% relativo e se fosse só uma questão de gosto, você não precisaria nem justificar por que acha que uma música é melhor que a outra. Mas você tentou justificar de acordo com determinados critérios.

    Sem querer ofender.

    • dscsd says :

      Mas os critérios em si são subjetivos, relativos e pessoais, há quem goste de gutural, de musica lenta, quem goste de musica pela historia dos musicos ou “background” ou “origem social” por trás da sua produção. Há quem ache que ser belo é ter escala tonal, outros acham que belo é ser “alternativo”, outros acham que belo são cantos longos ou mantras. E há quem ache que pra ser belo não tem que ter pobres e classe-baixa como “fanbase”.

      Relativo é oposto de absoluto: se os critérios mudam e são criados, se as escolhas dos critérios são subjetivas, se o modo de julgar os critérios predeterminados são totalmente idiossincrásicos, se não existe “belo” fora da mente humana, então nada disso é absoluto, nada disso é fixo, nem mesmo 1%, tudo isso é 100% relativo, 100% questão de gosto e subjetividade.

      E ter um gosto diferente de outra pessoa não quer dizer que seu gosto é melhor que o dela, ainda que seja extremamente comum essa associação na mente arrogante e tribal dos humanos.

      • Bruna Pretzel says :

        Prezado,

        Calma, muita calma. Você está criando um espantalho para bater. Eu não disse que “ter um gosto diferente de outra pessoa” significa que o seu gosto é “melhor” que o da outra (existe escala para gosto? Eu nunca vi. Como se mede isso? Por tomografia?) Se você prestar atenção no texto, eu apresentei uma diferença entre as duas esferas. Gostar de algo não necessariamente significa que aquilo é belo de acordo com o critério de outra pessoa, e com isso você concorda, já ficou claro.

        O que eu estou dizendo aqui é que existe uma diferença entre dizer que os critérios de beleza variam de acordo com a função que se espera da obra de arte, e dizer que é tudo relativo. SE fosse tudo relativo, não haveria sentido nenhum em avaliar uma obra de arte. Ou em avaliar qualquer coisa. Então o que você está me dizendo é que todas as críticas estéticas do mundo são falaciosas e que as pessoas só fazem isso para tentar impor o próprio gosto às outras pessoas. Será que é assim mesmo? Ou será que o que você quer dizer é que as críticas estéticas costumam usar critérios equivocados e que você quer apresentar critérios mais inclusivos? Veja, dizer que a beleza não é relativa não quer dizer que a “resposta” do que é belo está em dizer “o belo é ter escala tonal”, por exemplo. A resposta certa pode ser que nada deve ser considerado mais belo do que outra coisa, e é exatamente isso que você está dizendo agora. Você está tomando uma posição valorativa; não tem como fugir disso. É uma questão lógica. Se relativo é o oposto de absoluto, você está entendendo absoluto como algo pronto, acabado e facilmente identificável, e não é assim. Nós construímos as escalas valorativas através de discussão racional, ou pelo menos deveríamos tentar. Nem que a resposta final seja a sua: que nada é “o mais belo”. Mas essa resposta continua sendo diferente de “o belo é relativo”, porque ela é uma avaliação em si.

      • dscsd says :

        “”Então o que você está me dizendo é que todas as críticas estéticas do mundo são falaciosas e que as pessoas só fazem isso para tentar impor o próprio gosto às outras pessoas. Será que é assim mesmo?””

        Exatamente. Ou talvez compartilhem de gostos semelhantes, mas não passa disso, gosto, não “comensuração de beleza” de um objeto ou obra de “arte”(outro termo 100% relativo, vago e totalmente subjetivo).

        “”Ou será que o que você quer dizer é que as críticas estéticas costumam usar critérios equivocados e que você quer apresentar critérios mais inclusivos? “”

        Não existe isso de critério equivocado, qualquer critério é valido se a(s) pessoa(s) se importa com tal critério e acha ele relevante, o que não quer dizer que esse critério seja de forma alguma “certo” ou “errado” ou “mais certo que outro”.

        “Se relativo é o oposto de absoluto, você está entendendo absoluto como algo pronto, acabado e facilmente identificável, e não é assim.”

        Não, nada disso, estou entendendo absoluto como algo existente, como algo real, tangível, FIXO, algo não idiossincrático, algo que não exista apenas na mente da pessoa.

        “É belo o que eu gosto”, essa é a melhor definição para “beleza”, nunca “eu gosto do que é belo”.
        O belo é 100% relativo e “escala valorativa” é falaciosa por se apoiar meramente em gosto, opinião, palpite, gosto e emoção, coisas voláteis e subjetivas; passando BEM longe de “discussão racional”, a não ser que “meu gosto é melhor que o seu gosto” seja algum tipo de discussão racional ou epistemológica.

  5. Bruna Pretzel says :

    dscsd, você está desqualificando um ramo inteiro da filosofia nesse comentário. Boa sorte com isso. Não que eu ache isso impossível, ou que todos os filósofos que falam de estética estejam certos. Argumento de autoridade é igual a argumento nenhum. Mesmo assim, eu tomaria um pouco mais de cuidado com essa sua linha de raciocínio, porque tem muita gente séria que construiu ótimos argumentos em estética. Mas não vou tentar resumir esses argumentos neste comentário, porque já o fiz nos comentários acima e no próprio texto. Você parece resignado a contrariá-los.

    Quando você diz que absoluto é algo tangível, você está, por exemplo, desconsiderando a matemática inteira, que é uma abstração. Mesmo ela sendo uma abstração, é possível falar em absolutos. E não dá para dizer que números “existem” na realidade porque você pode contar coisas, porque mesmo a noção de contar é eminentemente humana. Ou seja, está na mente do sujeito.

  6. Nicholas says :

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